segunda-feira, 1 de junho de 2015

Da natureza do Islã e do Cristianismo – Por Jolivaldo Freitas


Para um breve suspiro de desafogo o grupo extremista Estado Islâmico publicou imagens na internet garantindo que não destruíram as antigas ruínas do teatro romano e outras peças da antiguidade como templos e colunas na cidade de Palmira, na Síria. 

Trata-se de um milagre e se durarem Deus realmente existe. O Estado Islâmico, uma ramificação da Al Qaeda de Bin Laden, já tomou territórios na Síria e Iraque, mesmo com os Estados Unidos em seus calcanhares. Os países árabes, que poderiam ajudar na campanha têm enfiado a cabeça na areia, com receio de retaliações.

Lembre-se que o Estado Islâmico já destruiu antiguidades, para desespero do mundo civilizado, tanto no Iraque como na Síria. Eram renomadas ruínas que atestavam a evolução cultural e religiosa da humanidade e que a civilização começou em solo iraquiano. Em tempo não tão pretérito os jihadistas destruíram dezenas de estátuas do Museu da Civilização em Mossul, no Iraque, muitas delas datadas do período assírio (VIII a VI a.c.).

O mundo fica perplexo com estas ações que são consideradas como típicas da barbárie, na concepção ocidental. Mas o islamismo é uma religião basicamente fundamentalista nos dias de hoje. 

Ummah é o termo árabe para definição do universo muçulmano. É uma palavra que pode significar tanto comunidade como nação. Para a comunidade a crença é uma só: Alá é o Senhor e Maomé, seu profeta. Na forma universal trata-se de espalhar a fé a qualquer custo. Coisa que o cristianismo também processava e foi materializado com as Cruzadas.

O que há de estranho no Estado Islâmico que toma como iniciativa ao assumir um território mais aberto e, digamos, civilizado, efetuar a destruição drástica de ídolos e monumentos emblemáticos de várias religiões, como o era a politeísta Roma? É da sua natureza, senão vejamos:  

Maomé nascido em Meca em 570, aos 40 anos de idade ouviu da voz do Senhor a ordem de recitar as primeiras frases que foram a base do Alcorão. Anos depois sai de Medina com um exército que foi conquistando todas as cidades da península Ibérica. Em 629 volta para Meca. Mas em seguida seus seguidores foram a Caaba e o primeiro ato foi a destruição de 360 ídolos que eram reverenciados pela população. 


O islamismo foi instituído em toda a Arábia por força da guerra, a fogo e ferro, numa época em que a Europa estava mergulhada no feudalismo e com o império cristão bizantina em completa decadência. O islã é uma religião monoteísta. 

A Irmandade Muçulmana, um dos seus tentáculos do século XIX defende a luta armada como nos princípios de Maomé. O prêmio para o heroísmo é a oferta de um paraíso cheio de virgens. A violência acompanha as religiões. Mas se a violência está no DNA do islamismo, o que dizer do cristianismo com suas Cruzadas. Quem é mais intimidante o Alcorão ou o Velho Testamento? 

O mundo hoje mostra que a política está influenciada pela religião. Quando Friedrich Nietzsche disse que “Deus está morto”, estava sendo levado por um período de perda de força das religiões. Mas o futuro é diferente. Hoje os homens se debateram em nome dos deuses. Pela política. E os deuses não se entendem.

Jolivaldo Freitas é jornalista e escritor



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