segunda-feira, 22 de junho de 2015

Qual é o futuro da fé? – Por Jeniffer Trindade


Para teólogos e escritores, apesar do momento de violência e crise que o mundo vive, a fé da humanidade nunca vai acabar. 

Para o dicionário Aurélio, fé é a crença, o crédito ou a convicção da existência de algum fato ou coisa. Ela também é definida como fidelidade a compromissos e promessas.

O significado da palavra é facilmente encontrado. Mas, em um mundo onde fatos absurdos acontecem, perder a fé pode ser algo que permeia o pensamento das pessoas. A Tribuna conversou com especialistas na área e perguntou: Qual é o futuro da fé?

A resposta foi dada por escritores e nomes de peso da teologia: Leonardo Boff, Leopoldo Cervantes-Ortiz e Zwinglio Dias. “A fé não irá acabar, ela vai acompanhar a humanidade e todas as suas mudanças. Ter fé é uma aposta de que a vida é mais forte que a morte. Essa é uma aposta que fazemos e, como toda aposta, nós podemos perder ou ganhar”, afirmou o doutor em Teologia, filósofo e escritor Leonardo Boff.

Para Boff, o cenário mundial é de uma verdadeira crise. “Crise de civilização. Mas a crise purifica e vamos sair melhores, mas é uma travessia difícil. Isso tudo é para aprendermos a habitar o mundo e sermos benevolentes”, observou. O especialista finalizou dizendo que, mesmo sem saber, as pessoas têm fé.

“A fé é essa aposta e engajamento que vai construindo e confirmando tudo. Isso é pertencente ao ser humano, mesmo que ele não diga isso. O fato de você sair de casa todos os dias e ter forças para lutar é ter fé”, afirmou.

Para o teólogo, professor de Ciência da Religião e pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Zwinglio Dias, o futuro da fé vai depender de como será o futuro da humanidade.

"A direção e rumos que vamos seguir vão permitir essa realização plena. Nós temos de ter a esperança cristã de que o mundo vai transformar, apesar dos esforços de muitos para destruí-lo”.

Para o professor de Teologia e escritor mexicano Leopoldo Cervantes-Ortiz, a fé possibilita a reconstrução contínua da vida das pessoas. “A fé vai seguir futuramente mobilizando as pessoas e elas devem utilizar isso para mudar outras coisas no mundo”.







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