quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ateus buscam coalizão para diminuir discriminação sobre sua não-crença - Por Luciano Portela

A ideia é permitir que famílias não passem por problemas ao se afastarem da religião.

Quatro organizações seculares dos EUA decidiram formar um grupo de coalizão para eliminar a discriminação com ateus e aumentar a aceitação diante da não-crença, sem a necessidade de ter que recorrer ao debate para compreenderem suas posições.

"Nossa missão é eliminar a discriminação e aumentar a aceitação por ateus, livres pensadores, agnósticos, humanistas e todas as pessoas não-religiosas para estarem mais abertos sobre suas crenças", afirmou Todd Stiefel, presidente da coalizão Openly Secular (Abertamente Secular). 

A ideia do grupo é permitir que famílias e comunidades não passem por problemas ao se afastarem da religião. "Queremos viver em um mundo onde não há custos sociais para ser não-religioso", comentou Robyn Blummer, da Fundação Richard Dawkins que apoia a colizão.

Em apoio à causa, uma estudante relatou que passou a sofrer forte recriminação quando decidiu se assumir como ateísta, inclusive com sérias ameaças. "Depois que falei abertamente que sou ateia, perdi muitos amigos, além de ser ameaçada de estupro e de morte", revelou a jovem ativista Jessica Ahlquist.

Ahlquist é conhecida por ter se envolvido em uma polêmica em 2012, quando entrou na justiça contra sua escola, por supostamente infringir sua liberdade de religião, por conta da exposição de um banner que continha uma oração, no auditório da instituição.

Sobre o caso de Ahlquist e outros casos de discriminação, o grupo de coalizão aponta que abrirá um espaço em seu site oficial, para que ateus possam compartilhar situações embaraçosas que tenham vivido em função de preconceito.

Para completar, a coligação relata que uma pesquisa feita em 2012, pelo instituto Gallup, descobriu que os americanos que os ateus sofrem aceitação menor que outros grupos que sofrem discriminação no país.


Segundo o levantamento do Gallup, nove entre cada dez americanos votariam em um candidato presidencial negro, católico, hispânico, judeu, ou uma mulher, em um índice significativamente menor que as percentagens de rejeição para um possível candidato ateu.



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