sábado, 28 de fevereiro de 2015

Perseguição a judeus atingiu nível mais alto em sete anos


A perseguição aos judeus atingiu em 2013 o mais alto nível dos últimos sete anos, conclui um estudo do instituto norte-americano Pew Reseach Center, que revela, no entanto, um decréscimo global da hostilidade religiosa.

Segundo o estudo, o número de países onde os judeus (0,2% da população mundial) são perseguidos tem vindo a aumentar desde 2009 e, em 2013, foram identificadas perseguições em 77 países (39%). Em 2012 foram registadas perseguições em 71 países e, em 2007, em 51 países.http://pub.sapo.pt/lg.php?bannerid=179665&campaignid=109701&zoneid=2925&loc=1&referer=http%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fmundo%2F353868%2Fperseguicao-a-judeus-atingiu-nivel-mais-alto-em-sete-anos&cb=41f6f2b4ef

Na Europa, foram registadas formas de perseguição a judeus, por parte de indivíduos ou de grupos sociais, em 34 dos 45 países do continente (76%). Cristãos e muçulmanos, que juntos representam mais de metade da população global, foram alvo de perseguição, respectivamente, em 102 e 99, dos 198 países analisados no estudo.

O estudo, que se realiza anualmente desde 2007, revela que a hostilidade social relacionada com a religião registrou um declínio em 2013, depois de se ter verificado o maior nível de sempre no ano anterior, tal como as restrições à religião impostas pelos governos.

Segundo o estudo, o número de países com níveis altos ou muito altos de hostilidade religiosa caíram de 33%, em 2012, para 27%, em 2013, enquanto os países com restrições graves e muito graves à religião passaram de 29% para 27%, no mesmo período.

A hostilidade social inclui atos que vão do vandalismo de propriedade religiosa e profanação de textos sagrados até ataques violentos que resultam em mortes e ferimentos, enquanto as restrições governamentais à religião incluem tentativas de controle de pessoas ou grupos religiosos através de registos obrigatórios, de políticas discriminatórias e da restrição total de algumas religiões.

Globalmente, o nível de restrições era alto ou muito alto em 39% dos 198 países e territórios analisados no estudo, que estima que 5,5 mil milhões de pessoas (77% da população mundial) vivam em países que restringem e perseguem, por motivos religiosos.

Em 2012, a percentagem de população a residir nestes países era de 76% e, em 2007, de 68%. Entre os 25 países mais populosos, o maior nível de restrições foi registrado na Birmânia, Egito, Indonésia, Paquistão e Rússia, onde quer a sociedade quer os governos impõe numerosas limitações às crenças e à liberdade religiosa.

A China registou o maior nível de restrições governamentais, em 2013, e a Índia, o maior índice de hostilidade social. O Médio Oriente, onde tiveram origem o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, continua como a região do mundo com mais restrições religiosas.

Portugal conta-se entre os países onde as restrições e a hostilidade religiosa são consideradas baixas ou inexistentes. O estudo do Pew Research Center é o sexto de uma série de relatórios anuais que analisam até que ponto governos e sociedades limitam ou perseguem as crenças e práticas religiosas.

Os estudos integram um projeto mais amplo, o Pew-Templeton Global Religious Futures, que analisa as mudanças religiosas e o seu impacto sobre as sociedades de todo o mundo.





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