quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

OS VERSÍCULOS SATÂNICOS, DE SALMAN RUSHDIE, EM LIVROS PROIBIDOS - OEIRAS/PT

“Os Versículos Satânicos”, de Salman Rushdie, é a obra em análise na próxima sessão de Livros Proibidos, da Câmara Municipal de Oeiras, que tem lugar no dia 25 de fevereiro, às 21H30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras. 

Esta sessão tem como convidado Anselmo Borges, professor universitário, cronista, teólogo e pensador do mundo. O encontro será moderado pelo jornalista Ricardo Costa. A entrada é livre. Trata-se da primeira sessão da segunda edição dos Livros Proibidos, dedicada, em 2015, ao tema: Livros Proibidos na Religião.

Ao longo deste ano serão revisitados alguns dos lugares literários, políticos e culturais mais polémicos, de autores controversos, sobre um dos discursos que está aí na ordem do dia: o fundamentalismo e a censura. Um tema há muito pensado e que pretende refletir sobre a intolerância ideológica, a liberdade de expressão, a ética e o direito ao pensamento.

O horizonte temático desta segunda edição é Livros Proibidos na Religião: Estados Laicos, Estados Fundamentalistas. Na abordagem que se pretende efetuar o conceito religião deverá ser perspectiva do no sentido amplo enquanto sistema totalitário e fundamentalista. 

A política dos mercados e a estratégia economicista da Europa, por exemplo, é a nova religião dos Estados totalitários Europeus. Mas não só, os vários fundamentalismos, terrorismos religiosos que habitam e sempre habitaram o mundo, bem como o reaparecimento do Estado Islâmico ou Novo Califado. 

A escolha do tema é, por isso, perfeitamente atual e está na ordem do dia. A divisão entre Estados Laicos e Estados Fundamentalistas, uma das grandes questões políticas do nosso e de todos os tempos, permite diversificar e ampliar o leque e recuperar textos de períodos históricos e literários diferentes.


Este ciclo começa justamente com “Os Versículos Satânicos”, um título controverso que apresenta uma crítica satírica contra Maomé e contra os tabus do islamismo. A reação foi tão violenta por partes dos países muçulmanos que determinaram pena de morte ao autor que se viu obrigado ao exílio por blasfémia contra o Islão e apostasia.



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