terça-feira, 23 de junho de 2015

Evangélicos e católicos contra Identidade de Gênero nas escolas do Estado - Por Lorena Meireles



Na tarde da segunda-feira (22/06), na Câmara de Vereadores de Vila Velha, o vereador Belo, promoveu uma tribuna livre com a presença de convidados especialista para discutirem o tema. 

Evangélicos e católicos estão do mesmo lado contra a Ideologia de Gênero, tema polêmico entre religiosos e item incluso dentro do recente Plano Estadual de Educação (PEE) aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado no último dia (17/06). O termo segundo os religiosos não é adequado, já que alunos serão chamados de crianças, sem designação para meninas e meninos. 

Na tarde da segunda-feira (22/06), na Câmara de Vereadores de Vila Velha, o vereador Belo promoveu uma tribuna livre com a presença de todos os vereadores da Casa e convidados para discutirem o tema.

Entre os presentes, a pastora da Igreja Quadrangular e advogada Damares Alves e o padre Pedro Stepien, que é diretor do movimento religioso católico Pró Vida e Pró Família e coordenador da Pastoral da Criança em Luziânia, Goiás.

Para a pastora o que está acontecendo elimina a identidade biológica e sexual e não favorece nem a homossexuais e nem a heterossexuais. “Estão incluindo em todos os programas municipais a terminologia gênero. Gênero não é sexo, é o estado que a pessoa se sente. Identidade humana tem que ser ligada a identidade biológica”, defendeu.

Na concepção de Damares a inclusão vai impedir que crianças se manifestem como são: meninas ou meninos. Dessa forma as crianças não vão ter liberdade para brincar com objetos que caracterizam brincadeiras de sexo oposto. Isso impediria inclusive crianças homossexuais de se manifestar como quiserem.

Do outro lado se posiciona contrário a terminologia de gênero o padre polonês residente no Brasil há 12 anos. Ele considera a ideologia de gênero de maluca, Torre de Babel, e ainda Sodoma e Gomorra em referência às cidades destruídas com fogo e enxofre por causa dos pecados de seus moradores. “A palavra gênero que substituir sexo. Só há duas opções ou se é homem ou se é mulher”, afirmou padre Pedro.

O católico acredita que o governo está jogando a responsabilidade para as câmaras de vereadores que não sabem do que se trata essa terminologia, e que assim seguem desconstruindo a família brasileira e que a ideologia não vai ajudar homossexuais e nem heterossexuais. 

“A adoção homossexual, quando um casal adotar uma criança, ela é neutra. Então ela poderá escolher se quer ficar com uma família homo ou se quer ficar com uma família heterossexual”, explicou o padre sobre transformar a criança em um ser neutro, sem designação biológica.

Plano de Educação Estadual 

Uma das metas do Plano de Educação Estadual é criar estratégias que atendam a demandas como educação em direitos humanos, respeito às diferenças, incluindo classe social, orientação sexual, gênero e etnia racial. O documento elenca as metas e ações que devem ser tomadas para a melhoria da qualidade da educação nas redes estadual e municipal até 2025. 

A proposta elaborada pelo Executivo foi aprovada com 13 das 64 emendas apresentadas na Ales. Foram 25 votos a favor do projeto, um contra, do deputado Sergio Majeski (PSDB), e uma abstenção do deputado Theodorico Ferraço (DEM), que presidiu a sessão ordinária.

Arcebispo de Vitória faz carta contra o tema e classifica o como absurdo

Dom Luiz Mancilha arcebispo de Vitória também se pronunciou contra o tema em uma carta divulgada pela Arquidiocese de Vitória no último dia (22/06). Na carta fala sobre alertar famílias e educadores sobre governos ateus e materialistas que querem impor através de lei, que as escolas sejam obrigadas a impedir que as crianças aprendam que os seres humanos se dividem em dois gêneros: masculino e feminino.


“Esta “ideologia de gênero” proíbe os professores e educadores, a tratarem as crianças das Creches e Escola infantis como menina ou menino, João ou Maria. São apenas crianças. Elas virão a saber de seu sexo quando estiverem mais amadurecidas. Absurdo!”, disse Dom Luiz em Carta.




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