terça-feira, 23 de junho de 2015

Sri Prem Baba, o canal do amor – Por Ana Elizabeth Diniz



Líder humanitário chega à capital para lançar livro e promover festival.

O mestre espiritual Sri Prem Baba considera que o amor é o solvente universal para todos os males e que o egoísmo é a principal doença da humanidade.

Sri Prem Baba é mestre espiritual de uma antiga linhagem indiana, a Sachcha. Nascido no Brasil, seu trabalho é construir pontes entre o ocidente e o oriente, entre a ciência e a espiritualidade, unindo saberes com o propósito de restabelecer e elevar valores humanos, espirituais e sociais.

Para entender a complexidade humana, formou-se em psicologia. Na Índia foi buscar respostas para os complexos dilemas do mundo e encontrou seu mestre espiritual. Desde então, vive entre o Brasil e a Índia. “Sou como um canal do amor que está a serviço de criar uma cultura de paz e prosperidade na nossa sociedade”, define-se.

Aos 50 anos, ele acaba de lançar seu quarto livro, “Amar e Ser Livre – As Bases para uma Nova Sociedade”.

O livro é fruto da convicção de que “por meio dos relacionamentos, temos a chance de despertar o amor que está adormecido em nós. E o amor é o solvente universal para todos os males. Me refiro ao amor verdadeiro, não ao “amor” da forma como é concebido comumente. O termo vem sendo usado para expressar qualquer coisa, menos o amor verdadeiro, que é sinônimo de altruísmo”, diz o líder espiritual.

Ele considera que o amor, para ser verdadeiro, precisa ser desinteressado. “Amor e liberdade são qualidades inseparáveis. Não pode haver amor sem liberdade e não pode haver liberdade sem amor. O amor é o que nos liberta do sofrimento, é o que viemos realizar nesse plano. E ao realizar o amor, nos tornamos livres. Isso vale tanto para a esfera pessoal quanto para a social. Se pudéssemos ser verdadeiramente amorosos, não haveria tanto sofrimento nesse mundo”.

Prem Baba acredita que a meta do ser humano nesse planeta é a experiência do amor livre, que é sinônimo de amor desinteressado. “Enquanto indivíduos e sociedade, precisamos passar por uma profunda cura. Em primeiro lugar é preciso ter coragem de olhar para si mesmo, buscando encontrar na própria biografia as causas para as insatisfações no momento presente. Essa busca é o início do processo de cura. Esse processo passa pelo descondicionamento de crenças limitantes, pela retirada de máscaras, até que estejamos aptos para chegar ao núcleo, à origem da dor, de onde nasceu a carência afetiva”.


Para o mestre, a saída está na liberação dessa carência e da crença de que o indivíduo depende do outro para ser feliz.




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