quinta-feira, 23 de abril de 2015

Igrejas do mundo se unem à iniciativa para colocar fim à pobreza até 2030


O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) se soma à iniciativa de mais de 30 líderes das principais religiões do mundo e chefes de organizações religiosas internacionais para lançar um chamamento à ação de colocar fim à pobreza extrema antes de 2030.

A declaração, intitulada: "Colocar fim à pobreza extrema: um imperativo moral e espiritual”, assinala que têm sido feitos progressos notáveis na redução da pobreza extrema. Em 25 anos, o mundo passou de ter 2 bilhões de pessoas que vivem na pobreza extrema para menos de 1 bilhão. 

"Agora, pela primeira vez na história da humanidade, temos tanto a capacidade como a consciência da nossa responsabilidade moral de fazer o que seja necessário para que ninguém viva na pobreza extrema”. 

Segundo a informação que disponibiliza o Grupo do Banco Mundial e outras instituições, para o CMI, hoje, é possível eliminar a pobreza extrema em um lapso de 15 anos. Em 2015, os governos se colocarão de acordo sobre um novo programa mundial de desenvolvimento sustentável que possa basear-se nos valores compartilhados para concluir a urgente tarefa de eliminar esse flagelo. 

"Dentro da comunidade religiosa, abraçamos esse imperativo moral, pois compartilhamos a crença de que a prova moral da nossa sociedade está dada pela situação na qual se encontram os mais frágeis e os mais vulneráveis. Nossos textos sagrados também nos instam a combater a injustiça e a melhorar a condição dos mais pobres dentro do nosso âmbito", afirma o Conselho em nota. 

O reverendo Olav Fykse Tveit, secretário geral do CMI, afirma que o movimento ecumênico representado pelo CMI está decidido a fazer uma "peregrinação de justiça e paz". "Ainda são demasiadas as pessoas e comunidades desse mundo para quem não haverá justiça nem paz até que se ponha fim à pobreza que as aflige", declara. 

Tveit implica o CMI em uma colaboração com outros associados religiosos e intergovernamentais "para denunciar a injustiça econômica e o consumo insustentável da maioria dos recursos do planeta por parte de uma minoria privilegiada”. 

Os signatários da declaração de "imperativo moral" estão decididos a conquistarem o maior apoio e ação na comunidade de fé em todo o mundo e em todos os setores, para colocar fim à pobreza extrema. 

Ruth Messinger, presidenta do Serviço Judeu Norte-Americano Mundial (AJWS), diz que, "para o AJWS, é uma enorme satisfação assinar essa declaração conjunta porque, como organização inspirada no compromisso judeu para com a justiça, fundada nos valores e na história dos judeus, estamos empenhados em alcançar a plena observância dos direitos humanos e o fim da pobreza no mundo em desenvolvimento". 


David Beckmann, presidente do Pan para o Mundo, assinala que, "agora que ficou claro que é factível colocar fim à pobreza extrema, as comunidades de fé estão fazendo um esforço por reforçar o nosso trabalho de sensibilização, para dar forma a um movimento capaz de traduzir essa possibilidade em compromisso político. Os progressos sem precedentes que o mundo está alcançando na luta contra a fome e a pobreza são uma manifestação do amor do nosso Deus no mundo contemporâneo, e Deus está pedindo a todos que juntemos as forças". 



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