sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Número de candidatos pastores evangélicos aumenta 70%

O número de candidatos que se declararam pastores nas eleições deste ano aumentou 70% em relação à disputa de 2010. 

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 276 candidatos incluíram a identificação de pastor nos nomes que aparecem nas urnas, a maioria busca uma cadeira como deputado estadual ou federal.

Rio de Janeiro é o segundo estado com o maior número de candidatos que se identificam como pastores: são 36, um a menos do que São Paulo, que tem 37. No Rio de Janeiro, o aumento foi de 125% em quatro anos.

O aumento de líderes evangélicos candidatos tem provocado disputas internadas pelo voto dos fiéis, que representam 22% da população brasileira, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Nas eleições proporcionais, há briga entre eles e o voto se pulveriza, se divide entre os vários postulantes. Apesar de terem uma identidade religiosa, eles são diferentes. A mistura entre o púlpito e o palanque é um problema, porque leva para dentro da igreja uma divisão que está fora dela", explicou o cientista político Cesar Romero Jacob, da PUC, que estuda o papel das igrejas nas eleições. “Já nas disputas por cargos majoritários, evangélicos pentecostais, como os fiéis da Assembleia de Deus e da Universal, votam nos irmãos”.

‘Evangélicos esquerdistas’

Candidato pelo PSC, Pastor Everaldo é o primeiro postulante à Presidência a usar o nome “pastor” nas urnas. Ele afirma que a escolha não foi planejada:

“Não incluí o pastor na urna. Sou pastor, não posso esconder isso. É assim que sou conhecido”, disse Everaldo, que, segundo as pesquisas, tem 3% das intenções de voto. “Sou neto de pastor, filho de pastor. Tenho orgulho de ser pastor”.

Em vídeo postado na internet, o pastor Marco Feliciano, candidato à reeleição à Câmara dos Deputados do partido do Pastor Everaldo, ataca o PT e também evangélicos que apoiam a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição:


“Eles não comungam do nosso pensamento. Acham que os que primam pela família, que são contra as drogas e o aborto, promovem o retrocesso. Quem nos chama de retrocesso são esses evangélicos esquerdistas, que apoiam o que o PT promove. Não caia no conto deles. A maioria dos evangélicos que apoiam esses líderes recebeu uma fortuna para isso”.





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